segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Livros infantis gratuitos - Projeto Itaú
O Itaú está com um projeto de incentivo à leitura e está enviando gratuitamente livros infantis para que os pais possam ler para as crianças e passar adiante.
Entrem no link e preencham o cadastro, que os livros são enviado em até 20 dias.
http://www.lerfazcrescer.com.br/#/home
Entrem no link e preencham o cadastro, que os livros são enviado em até 20 dias.
http://www.lerfazcrescer.com.br/#/home
terça-feira, 12 de outubro de 2010
A Esquizofrenia e a Estrela de David
Em 1938, a chamada “Noite dos Cristais” marca o início da perseguição aos judeus na Alemanha e na Áustria. Posteriormente, os judeus são confinados em bairros determinados e obrigados a andar com a estrela de David estampada em papelete amarelo e pregada junto a roupa, de forma que fossem facilmente identificados.
Esse segregacionismo também é estendido aos ciganos, comunistas, homossexuais e, inclusive, às pessoas com sofrimento psíquico. A Alemanha de Hitler exterminou e perseguiu milhões de pessoas constituindo-se como uma das mais horrendas e vergonhosas páginas da história do Homem. Infelizmente o preconceito e perseguição às minorias chegam até os nossos dias, seja pelo viés das piadas e comentários de gosto duvidoso, seja por grupos organizados como os “skinheads”.
Em 20 de abril de 2010, ao retirar o medicamento do qual faço uso na “Farmácia de Medicamentos Especializados”, em Santos, gerenciada agora pela Cruzada Bandeirante São Camilo, sob os auspícios da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recebo uma carteira amarela com enormes carimbos estampados: ESQUIZOFRENIA.
Confesso que num primeiro momento a única coisa em que pensei foi que havia em minha testa uma tatuagem, um carimbo com meu diagnóstico estampado para que todos pudessem apontar e dizer: “Lá vai o Esquizofrênico”. Teria sido apenas um “ato falho” da burocracia? Quem sabe uma ação inconsciente do recém-admitido gestor da farmácia? Ou seria, então, uma política pensada e planejada para expor e reafirmar o estigma das pessoas?
A Lei 10.216 (chamada Lei Paulo Delgado), assim como outras leis específicas da legislação médica, é ferida frontalmente na medida em que o sigilo do diagnóstico estabelecido em prontuário médico é, escancaradamente e em letras garrafais, divulgado. A “Carteira do Esquizofrênico”, nesse sentido, é uma afronta ao bom senso. Mais do que isso, é ilegal, dissemina o preconceito, ofende a ética e, sobretudo, causa revolta.
Todo o trabalho, treinamento, aprimoramento, debates, documentos, fóruns, leis promulgadas, etc., é jogado por terra por atos que denotam a verdadeira face de governantes descomprometidos com os avanços conquistados pelas lutas das pessoas com algum tipo de sofrimento psíquico. A “Carteira do Esquizofrênico” mostra a verdade, ela rotula nossas misérias para calar a nossa voz.
Um governo que se nega a convocar a Conferência Estadual de Saúde Mental; que pouca importância dá a Saúde Mental de nosso município; que sucateou os serviços do Hospital Guilherme Álvaro para entregá-lo à iniciativa privada; que sucateou a antiga “Farmácia de Medicamentos de Alto Custo” para mais uma vez entregar um serviço público à iniciativa privada e que, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Santos, vem precarizando os NAPS, só poderia mesmo mostrar todo o seu pensamento em relação a nós, usuários dos serviços, num “ato falho”: a “Carteira de Louco”.
A burocracia burra e mal intencionada é um dos braços desta máquina de estigmatização. Primeiros os loucos, depois os pobres, depois os negros, e assim por diante, até que todas as vozes contrárias sejam suprimidas.
O passo seguinte ao de retirar a nossa voz é nos colocar novamente nos manicômios (ou nos trinta novíssimos leitos psiquiátricos recém abertos pela Cruzada Bandeirante São Camilo) e, retrocedendo ainda mais, aplicar-nos castigos como o “eletrochoque”, a “solitária” e outros métodos sádicos, que brotam na mente dos que administram as instituições desse caráter, chegando, por fim, à tão sonhada volta da lobotomia, em que o Estado poderia estar livre de despesas e questionamentos.
Não, não tenho vergonha de ser Esquizofrênico. Mas também não posso dizer que fácil lidar com o preconceito. Por todos os lugares onde tento fazer valer a minha cidadania, logo vem a taxação: é louco! Também não é raiva o que sinto, nem indignação. É um sentimento de impotência frente a esta máquina tão poderosa que fatalmente irá desconsiderar meu desabafo com apenas um argumento: “é louco”. E isto é o que faz minhas pernas e meu corpo fraquejarem, mas parafraseando Cazuza no final de sua vida, morro atirando.
Em 1938, a chamada “Noite dos Cristais” marca o início da perseguição aos judeus na Alemanha e na Áustria. Posteriormente, os judeus são confinados em bairros determinados e obrigados a andar com a estrela de David estampada em papelete amarelo e pregada junto a roupa, de forma que fossem facilmente identificados.
Esse segregacionismo também é estendido aos ciganos, comunistas, homossexuais e, inclusive, às pessoas com sofrimento psíquico. A Alemanha de Hitler exterminou e perseguiu milhões de pessoas constituindo-se como uma das mais horrendas e vergonhosas páginas da história do Homem. Infelizmente o preconceito e perseguição às minorias chegam até os nossos dias, seja pelo viés das piadas e comentários de gosto duvidoso, seja por grupos organizados como os “skinheads”.
Em 20 de abril de 2010, ao retirar o medicamento do qual faço uso na “Farmácia de Medicamentos Especializados”, em Santos, gerenciada agora pela Cruzada Bandeirante São Camilo, sob os auspícios da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recebo uma carteira amarela com enormes carimbos estampados: ESQUIZOFRENIA.
Confesso que num primeiro momento a única coisa em que pensei foi que havia em minha testa uma tatuagem, um carimbo com meu diagnóstico estampado para que todos pudessem apontar e dizer: “Lá vai o Esquizofrênico”. Teria sido apenas um “ato falho” da burocracia? Quem sabe uma ação inconsciente do recém-admitido gestor da farmácia? Ou seria, então, uma política pensada e planejada para expor e reafirmar o estigma das pessoas?
A Lei 10.216 (chamada Lei Paulo Delgado), assim como outras leis específicas da legislação médica, é ferida frontalmente na medida em que o sigilo do diagnóstico estabelecido em prontuário médico é, escancaradamente e em letras garrafais, divulgado. A “Carteira do Esquizofrênico”, nesse sentido, é uma afronta ao bom senso. Mais do que isso, é ilegal, dissemina o preconceito, ofende a ética e, sobretudo, causa revolta.
Todo o trabalho, treinamento, aprimoramento, debates, documentos, fóruns, leis promulgadas, etc., é jogado por terra por atos que denotam a verdadeira face de governantes descomprometidos com os avanços conquistados pelas lutas das pessoas com algum tipo de sofrimento psíquico. A “Carteira do Esquizofrênico” mostra a verdade, ela rotula nossas misérias para calar a nossa voz.
Um governo que se nega a convocar a Conferência Estadual de Saúde Mental; que pouca importância dá a Saúde Mental de nosso município; que sucateou os serviços do Hospital Guilherme Álvaro para entregá-lo à iniciativa privada; que sucateou a antiga “Farmácia de Medicamentos de Alto Custo” para mais uma vez entregar um serviço público à iniciativa privada e que, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Santos, vem precarizando os NAPS, só poderia mesmo mostrar todo o seu pensamento em relação a nós, usuários dos serviços, num “ato falho”: a “Carteira de Louco”.
A burocracia burra e mal intencionada é um dos braços desta máquina de estigmatização. Primeiros os loucos, depois os pobres, depois os negros, e assim por diante, até que todas as vozes contrárias sejam suprimidas.
O passo seguinte ao de retirar a nossa voz é nos colocar novamente nos manicômios (ou nos trinta novíssimos leitos psiquiátricos recém abertos pela Cruzada Bandeirante São Camilo) e, retrocedendo ainda mais, aplicar-nos castigos como o “eletrochoque”, a “solitária” e outros métodos sádicos, que brotam na mente dos que administram as instituições desse caráter, chegando, por fim, à tão sonhada volta da lobotomia, em que o Estado poderia estar livre de despesas e questionamentos.
Não, não tenho vergonha de ser Esquizofrênico. Mas também não posso dizer que fácil lidar com o preconceito. Por todos os lugares onde tento fazer valer a minha cidadania, logo vem a taxação: é louco! Também não é raiva o que sinto, nem indignação. É um sentimento de impotência frente a esta máquina tão poderosa que fatalmente irá desconsiderar meu desabafo com apenas um argumento: “é louco”. E isto é o que faz minhas pernas e meu corpo fraquejarem, mas parafraseando Cazuza no final de sua vida, morro atirando.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
SEJA DOADOR/DOADORA DE PALAVRAS AMIGAS!!
O Hospital Mário Penna, de Belo Horizonte, que cuida de doentes com câncer, lançou um projeto pra lá de sensacional. É o Doe Palavras. Fácil, rápido e todo mundo pode doar um pouquinho, que nem dói. Basta acessar o site www.doepalavras.com.br e escrever uma mensagem. Sua frase aparece no telão para os pacientes que estão em tratamento.
Enquanto fazem químio, podem ler o que escrevemos pra eles.
Por que você não experimenta?!
Enquanto fazem químio, podem ler o que escrevemos pra eles.
Por que você não experimenta?!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O perfil do lider do século XXI - palestra Roseli
Psicologia e Espiritualidade:
Desafios e possibilidades no pastorear e ser pastoreado.
A proposta de pensar a psicologia e a espiritualidade é sem dúvida um desafio. Temos observado que a fé e a religião, excluídas das ciências nos últimos séculos, passam novamente a despertar interesse, a ponto de surgirem diversos grupos de estudo e simpósios com este tema. Pesquisadores tanto da área médica quanto emocional buscam as interfaces com outros campos do conhecimento, na inter e transdisciplinaridade e o resultado se faz notar em termos práticos, de novos campos de atuação.
Neste encontro de pastores buscamos mostrar de forma teórico – vivencial como é possível o diálogo entre ciência e fé.
O texto bíblico escolhido como referência diz: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus.” Atos 20:28.
Ou seja, sem o cuidado de si mesmo não é possível cuidar dos outros. As demandas da atividade pastoral, em qualquer dimensão, geram desgastes físicos, emocionais, espirituais.
É preciso estar atento para se recompor tanto preventivamente quanto terapeuticamente quando necessário.
Utilizamos para estrutura deste pensar sobre si mesmo um pequeno livro, “O Perfil do Líder Cristão do século XXI” do sacerdote e professor de Psicologia Pastoral em Harvard e nas universidades Notre Dame e Yale, escritor e conferencista internacional, falecido em 1996,Henri Nouwen.
Os pontos que ele aborda, a partir dos textos bíblicos da tentação de Jesus no deserto(Mt. 4: 1- 11) e o chamado de Pedro (Jo 21: 15-19),são:
1 – Da Relevância à Oração
A tentação: Causar impacto
A pergunta: Você me ama?
A disciplina: Oração contemplativa
Os religiosos são muitas vezes tentados a causar impacto a partir de si mesmos. Ser um sacerdote miraculoso, principalmente no contexto da pobreza, acaba por trazer grande popularidade... satisfazer necessidades humanas, legítimas, nos toca de perto! Nouwen propõe que o impacto se dê pelo afeto, por alguém que se importe, por um pastor que realmente apascenta suas ovelhas. Isto só é possível quando amamos a Deus acima de todas as coisas, quando Ele nos pergunta “Tu me amas?” e respondemos como Pedro “Tu sabes que te amo”! O amor nasce e cresce pela convivência de intimidade, o tempo que passamos na presença de Deus faz a diferença. Nós vamos a Ele e Ele vem a nós. Assim como Pedro, somos amados por Deus em nossa condição, sendo nós ainda pecadores, e a partir da contemplação, da oração, da solitude, somos inundados pela graça de Deus, que nos restaura.
2 – Da popularidade ao ministério
A tentação: Ser espetacular
A tarefa: ”Apascenta minhas ovelhas”
A disciplina: Confissão e perdão
Aprendemos nas Escrituras que Jesus não veio dar espetáculos. Seus milagres eram pura misericórdia para com pessoas necessitadas. Nosso conceito de sucesso é muitas vezes determinado pela mídia. Jesus não buscou ser famoso, Ele tinha um ministério e sabia o que estava fazendo. Ele escolheu pessoas que o acompanharam nesta missão. Pastores precisam aprender a conviver, a não se isolarem. A tarefa de apascentar ovelhas é relacional, envolve afetos. Cuidar das ovelhas feridas, cansadas, levá-las para bons pastos e águas tranqüilas é o que faz um bom pastor. Nouwen destaca que muitos pastores gostam de trabalhar sozinhos, tem dificuldade de repartir problemas e soluções com colegas e sentem-se, eles mesmos, cansados e abandonados. São pastores que precisam ser cuidados. Pontua que isto se dá quando pastores aprendem a confessar, eles próprios, suas mazelas. Escreve ele:...”na comunidade cristã, os sacerdotes e ministros são as pessoas que menos confessam os seus erros.” E como Bonhoeffer, ele constata que pela confissão e pelo perdão recupera-se a humanidade, ou seja, a relação não é profissional, mas de ajuda.
Sugerimos que os pastores tenham alguém com quem conversar, e mais especificamente, que tenham um supervisor ou mentor, com os quais seja possível tratar tanto de assuntos pessoais, familiares quanto de questões eclesiásticas.
3 – De líder a liderado
A tentação: Ser poderoso
O desafio: “Outro o conduzirá”
A disciplina: Reflexão Teológica
A tentação de ser dominador, de usar o poder para resolver as questões persegue os pastores. Abrir mão do poder para usar do amor é cansativo e complicado, envolve ser o ser o que serve e não o que é servido. Aprender a conviver com o poder sem se deixar corromper é um exercício a ser vivido diariamente. Nouwen destaca que as pessoas que tem menos intimidade e afeto são as que mais controlam. Ao lembrarmos que Jesus ao ser crucificado abdicou do seu poder nos perguntamos: e quem quer a cruz?!
O desafio de ser conduzido por outro é um lembrete que talvez nem tudo seja como planejamos... talvez Deus nos conduza por outros meios e caminhos.
A disciplina da reflexão teológica é a de pensar com a mente de Cristo. Para ser líder, pastor de uma igreja é preciso aprender a dizer não ao fatalismo, ao desespero, a injustiça à resignação, ter a noção do Kairós frente às dores do mundo.Viver as boas novas da salvação que nos alcança como pessoas, como famílias, como comunidade e sociedade.
Ser liderado por Deus é exercitar seu pastorado pelo encontro com o semelhante, pela oração, pela confissão, pela reflexão teológica. Sem dúvida, é ser inteiro e integrado.
Bibliografia especifica:
O Perfil do Líder Cristão no século XXI. Worship Produções – Americana, SP 1993
Bibliografia geral:
Tournier, Paul – Mitos e Neuroses – Desarmonia da Vida Moderna.
SP, ABU Editora/Ultimato – Viçosa, 2002.
Atiencia, Jorge – Pastorear e ser Pastoreado. Curitiba; Encontro, 2000.
Azevedo, Irland Pereira de – De Pastor para Pastor – Um Testemunho Pessoal
Rio de Janeiro. Julho, 2001.
Boff, Leonardo – Saber Cuidar: Ética do humano – Compaixão pela Terra. Petrópolis; Vozes, 2001.
Hoch, Lothar Carlos (texto avulso) – O Pastor como Pessoa – Uma conversa franca com obreiros e obreiras da ICLB em Joinvile – 20/09/2001.
Yancey, Philip – Maravilhosa Graça – SP; Vida, 2001.
Nouwen, Henri – A volta do filho pródigo – A historia de um retorno para casa – SP; Paulinas, 1997.
Boenhoeffer, Dietrich – Vida em Comunhão – São Leopoldo; Sinodal, 1997.
Desafios e possibilidades no pastorear e ser pastoreado.
A proposta de pensar a psicologia e a espiritualidade é sem dúvida um desafio. Temos observado que a fé e a religião, excluídas das ciências nos últimos séculos, passam novamente a despertar interesse, a ponto de surgirem diversos grupos de estudo e simpósios com este tema. Pesquisadores tanto da área médica quanto emocional buscam as interfaces com outros campos do conhecimento, na inter e transdisciplinaridade e o resultado se faz notar em termos práticos, de novos campos de atuação.
Neste encontro de pastores buscamos mostrar de forma teórico – vivencial como é possível o diálogo entre ciência e fé.
O texto bíblico escolhido como referência diz: “Cuidem de vocês mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus.” Atos 20:28.
Ou seja, sem o cuidado de si mesmo não é possível cuidar dos outros. As demandas da atividade pastoral, em qualquer dimensão, geram desgastes físicos, emocionais, espirituais.
É preciso estar atento para se recompor tanto preventivamente quanto terapeuticamente quando necessário.
Utilizamos para estrutura deste pensar sobre si mesmo um pequeno livro, “O Perfil do Líder Cristão do século XXI” do sacerdote e professor de Psicologia Pastoral em Harvard e nas universidades Notre Dame e Yale, escritor e conferencista internacional, falecido em 1996,Henri Nouwen.
Os pontos que ele aborda, a partir dos textos bíblicos da tentação de Jesus no deserto(Mt. 4: 1- 11) e o chamado de Pedro (Jo 21: 15-19),são:
1 – Da Relevância à Oração
A tentação: Causar impacto
A pergunta: Você me ama?
A disciplina: Oração contemplativa
Os religiosos são muitas vezes tentados a causar impacto a partir de si mesmos. Ser um sacerdote miraculoso, principalmente no contexto da pobreza, acaba por trazer grande popularidade... satisfazer necessidades humanas, legítimas, nos toca de perto! Nouwen propõe que o impacto se dê pelo afeto, por alguém que se importe, por um pastor que realmente apascenta suas ovelhas. Isto só é possível quando amamos a Deus acima de todas as coisas, quando Ele nos pergunta “Tu me amas?” e respondemos como Pedro “Tu sabes que te amo”! O amor nasce e cresce pela convivência de intimidade, o tempo que passamos na presença de Deus faz a diferença. Nós vamos a Ele e Ele vem a nós. Assim como Pedro, somos amados por Deus em nossa condição, sendo nós ainda pecadores, e a partir da contemplação, da oração, da solitude, somos inundados pela graça de Deus, que nos restaura.
2 – Da popularidade ao ministério
A tentação: Ser espetacular
A tarefa: ”Apascenta minhas ovelhas”
A disciplina: Confissão e perdão
Aprendemos nas Escrituras que Jesus não veio dar espetáculos. Seus milagres eram pura misericórdia para com pessoas necessitadas. Nosso conceito de sucesso é muitas vezes determinado pela mídia. Jesus não buscou ser famoso, Ele tinha um ministério e sabia o que estava fazendo. Ele escolheu pessoas que o acompanharam nesta missão. Pastores precisam aprender a conviver, a não se isolarem. A tarefa de apascentar ovelhas é relacional, envolve afetos. Cuidar das ovelhas feridas, cansadas, levá-las para bons pastos e águas tranqüilas é o que faz um bom pastor. Nouwen destaca que muitos pastores gostam de trabalhar sozinhos, tem dificuldade de repartir problemas e soluções com colegas e sentem-se, eles mesmos, cansados e abandonados. São pastores que precisam ser cuidados. Pontua que isto se dá quando pastores aprendem a confessar, eles próprios, suas mazelas. Escreve ele:...”na comunidade cristã, os sacerdotes e ministros são as pessoas que menos confessam os seus erros.” E como Bonhoeffer, ele constata que pela confissão e pelo perdão recupera-se a humanidade, ou seja, a relação não é profissional, mas de ajuda.
Sugerimos que os pastores tenham alguém com quem conversar, e mais especificamente, que tenham um supervisor ou mentor, com os quais seja possível tratar tanto de assuntos pessoais, familiares quanto de questões eclesiásticas.
3 – De líder a liderado
A tentação: Ser poderoso
O desafio: “Outro o conduzirá”
A disciplina: Reflexão Teológica
A tentação de ser dominador, de usar o poder para resolver as questões persegue os pastores. Abrir mão do poder para usar do amor é cansativo e complicado, envolve ser o ser o que serve e não o que é servido. Aprender a conviver com o poder sem se deixar corromper é um exercício a ser vivido diariamente. Nouwen destaca que as pessoas que tem menos intimidade e afeto são as que mais controlam. Ao lembrarmos que Jesus ao ser crucificado abdicou do seu poder nos perguntamos: e quem quer a cruz?!
O desafio de ser conduzido por outro é um lembrete que talvez nem tudo seja como planejamos... talvez Deus nos conduza por outros meios e caminhos.
A disciplina da reflexão teológica é a de pensar com a mente de Cristo. Para ser líder, pastor de uma igreja é preciso aprender a dizer não ao fatalismo, ao desespero, a injustiça à resignação, ter a noção do Kairós frente às dores do mundo.Viver as boas novas da salvação que nos alcança como pessoas, como famílias, como comunidade e sociedade.
Ser liderado por Deus é exercitar seu pastorado pelo encontro com o semelhante, pela oração, pela confissão, pela reflexão teológica. Sem dúvida, é ser inteiro e integrado.
Bibliografia especifica:
O Perfil do Líder Cristão no século XXI. Worship Produções – Americana, SP 1993
Bibliografia geral:
Tournier, Paul – Mitos e Neuroses – Desarmonia da Vida Moderna.
SP, ABU Editora/Ultimato – Viçosa, 2002.
Atiencia, Jorge – Pastorear e ser Pastoreado. Curitiba; Encontro, 2000.
Azevedo, Irland Pereira de – De Pastor para Pastor – Um Testemunho Pessoal
Rio de Janeiro. Julho, 2001.
Boff, Leonardo – Saber Cuidar: Ética do humano – Compaixão pela Terra. Petrópolis; Vozes, 2001.
Hoch, Lothar Carlos (texto avulso) – O Pastor como Pessoa – Uma conversa franca com obreiros e obreiras da ICLB em Joinvile – 20/09/2001.
Yancey, Philip – Maravilhosa Graça – SP; Vida, 2001.
Nouwen, Henri – A volta do filho pródigo – A historia de um retorno para casa – SP; Paulinas, 1997.
Boenhoeffer, Dietrich – Vida em Comunhão – São Leopoldo; Sinodal, 1997.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A SABEDORIA DE NÃO FAZER NADA
Está certo que não devemos nos ver como sábios.
Mas também é certo que devemos viver como sábios.
Ser sábio é viver de um modo feliz diante de nossas características
individuais (algumas sem graça) e diante das situações (desgraçadas algumas)
da nossa vida.
O primeiro degau da sabedoria é, portanto, a humildade.
Só quem sabe que não é sábio busca ser sábio.
Sabedoria não coisa da mente, mas do coração.
O segundo degrau da sabedoria é a atenção, que nos leva a ouvir quem sabe
e a ler o que nos faz subir.
E aí precisamos nos perguntar qual foi a última vez que nos assentamos
ao lado de uma pessoa experiente e desgustamos suas histórias.
O terceiro degrau da sabedoria é -- por estranho que possa parecer -- o ócio.
Há sabedoria em não fazer nada ou só fazer depois de observar, ponderar, calar. Pressa rima com precipitação. Só quando paramos, sabemos quem é Deus.
Só olhando quem Deus é, sabemos quem nós somos. Não por outra razão, a Bíblia diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, que, traduzido é:
quem leva Deus a sério.
texto de Israel Belo de Azevedo
Mas também é certo que devemos viver como sábios.
Ser sábio é viver de um modo feliz diante de nossas características
individuais (algumas sem graça) e diante das situações (desgraçadas algumas)
da nossa vida.
O primeiro degau da sabedoria é, portanto, a humildade.
Só quem sabe que não é sábio busca ser sábio.
Sabedoria não coisa da mente, mas do coração.
O segundo degrau da sabedoria é a atenção, que nos leva a ouvir quem sabe
e a ler o que nos faz subir.
E aí precisamos nos perguntar qual foi a última vez que nos assentamos
ao lado de uma pessoa experiente e desgustamos suas histórias.
O terceiro degrau da sabedoria é -- por estranho que possa parecer -- o ócio.
Há sabedoria em não fazer nada ou só fazer depois de observar, ponderar, calar. Pressa rima com precipitação. Só quando paramos, sabemos quem é Deus.
Só olhando quem Deus é, sabemos quem nós somos. Não por outra razão, a Bíblia diz que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, que, traduzido é:
quem leva Deus a sério.
texto de Israel Belo de Azevedo
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