Já fazem alguns anos que tento priorizar tempos de silêncio, como forma de desintoxicar minha alma e terminações nervosas...
Como disse um monge, o tapete do silêncio é o que precisamos para dar os primeiros passos e entrar no santuário interior.
Bem, então, aqui estou eu, novamente num retiro. Desta vez, não de silêncio absoluto, porque a amiga que me acompanha está escrevendo e precisa conversar um pouco!
Decidir que eu pararia minhas atividades por 3 dias foi o primeiro passo. Percebi que estava muito cansada e dormindo poucas horas: ou seja, mistura perigosa.
Para cuidar de outros preciso estar bem.
Estes periodos de descanso são o que chamo "FÉRIAS DA MINHA ALMA". Tempos de restauração interior. O segundo passo foi riscar a agenda e avisar pacientes que nestes dias nao estaria.
Entrei em contato com uma casa de retiros, que frequento há anos: graças!! havia 2 quartos livres nestes dias!!(estes lugares tem sido muito procurados por empresas para reuniões, pois são agradáveis e bem mais baratos que hotéis...)
Contatei uma amiga, companheira de muitos retiros e contei meus planos.
Ela topou na hora: está em fase final do seu doutorado e precisa de um lugar tranquilo pra se concentrar e escrever.
A "depuração" começou organizando filhos e rotinas da casa para poder me ausentar.
Ok, isso não foi difícil, afinal, viajei e dei cursos e palestras como nunca, este ano. E meus filhos, o cão, o gato e plantas mativeram-se vivos e saudáveis.
Um sentimento de que sou quase desnecessária me acomete: isso deve ser cansaço!
Com a casa a venda e corretores e clientes telefonando, foi um exercício e tanto, me priorizar e dizer: eu vou!
Desta vez, trouxe o laptop e decidi registar meu processo, usando meu tempo de maneira disciplinada. Fazemos uma "devocional" pela manhã e outra a noite. Caminho bastante, aproveitando o sol, a beleza da natureza em rosas e ciprestes, o canto dos pássaros.
A capela das irmãs é de uma beleza simples e solene, e convida ao transcendente. É quase impossível no primeiro dia esvaziar a mente de toda a agitação, apreensão e tumultos bons e maus dos últimos meses. Dia difícil, porque é como frear o carro que vem ladeira a baixo em toda velocidade: assim foi meu ano.
Vou apaziguando minhas vozes interiores, os ruídos lentamente cedem.
A leitura bíblica de ontem me acompanhou o dia todo. Estou fazendo minhas leituras bíblicas de forma bem misturada. Acrescentei novos sabores, como o devocionário do Eugene Peterson. É dele esta livre tradução de Rom. 8:15-16. "Essa vida ressuscitada que voces receberam de Deus não é uma vida tímida, entalhadora de túmulo. Ela está esperando de forma aventureira, saudando a Deus com uma pergunta inocente, "E agora, Papai?"O Espírito de Deus toca nossos espíritos e confirma quem somos. sabemos quem ele é, e sabemos que quem somos: Pai e filhos/as."
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Estou começando a me sentir incentivada a recomeçar a ler a Bíblia depois de 6 anos. Embora eu a já tenha lido inteira por 2 vezes, vejo que funciona mais quando há simplicide e um coração aberto. Não que eu não tivesse um coraçõ berto, pelo contrário. Mas nunca li a Bíblia como um presente de Deus, como uma dádiva e como uma solução linda para uma mente atribulada. Sempre a li tendo a imprensão de estar fazendo um "favor" para Deus e também me sentia "obrigada"a faze-lo.
ResponderExcluirÉ. Estou crendo que chegou a hora de retomar a leitura.
Roseli, tu és linda. Obrigada.
Esta sua disposição de retomar a Leitura da Palavra me emocionou! Te desejo uma linda caminhada com Aquele que sempre já está a nossa espera!
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